Carta #007: o exemplo que pouca gente quer seguir (e todos deveriam)
E se nós parássemos de celebrar o mito e começássemos a imitar o homem?
Salve! Aqui é o Tamer.
Há alguns anos, o documentarista israelense Simcha Jacobovici afirmou ter descoberto a sepultura de Jesus. Esta descoberta deu origem ao livro “A tumba da família de Jesus“ e ao documentário do Discovery Channel “O sepulcro esquecido de Jesus“, anos depois.
Não quero entrar na discussão se Jacobovici estava certo ou não. Mas, se fosse verdade, se a ossada de Jesus realmente aparecesse, o cristianismo como instituição poderia tremer. Suas bases poderiam mudar e até desaparecer.
Para mim, não mudaria nada.
Por que, Tamer?
Porque o que transforma o mundo não são símbolos, nem debates teológicos, tampouco uma ossada; é o exemplo.
As pessoas que encontraram Jesus foram tocadas por uma coerência sem igual, por uma integridade que não se negocia. Elas saíram dali diferentes. Isso é indiscutível.
O problema é que o contágio parou. O exemplo fossilizou e virou religião. E religiosidade, quando vira instituição, tem um talento inato: trocar a experiência pelo ritual, atitude por doutrina, transformação por conformação.
Talvez tenha sido aí que a coisa descarrilou: celebramos o aniversário do exemplo enquanto fugimos da responsabilidade de encarná-lo. Escolhemos a adoração confortável no lugar da imitação desconfortável. Porque imitar o exemplo exige tudo. Às vezes, uma vida inteira em que absolutamente tudo vira material de construção. Tudo vira recurso para crescer e avançar.
Não dá para ser íntegro apenas nas redes sociais e covarde nos relacionamentos e na atitude frente à vida. Não dá para pregar amor ao próximo e tratar seu funcionário como um número, seu colega de trabalho como trampolim e o porteiro como tapete.
O exemplo não aceita dupla personalidade. E nós, seres humanos, somos especialistas em incongruências.
Jesus é o retrato de uma atitude radical. Alguém que encarnou seus ideais mais altos até as últimas consequências.
Ele não pregou nada que não tenha vivido primeiro.
Desafiou o sistema religioso do seu tempo, que mais deveria acolhê-lo, porque Ele priorizava pessoas sobre regras. Virou as mesas dos comerciantes no templo. Não por violência gratuita, mas por uma integridade explosiva que ardia dentro d’Ele.
Alguém que, com sua presença, transformou o mundo ao seu redor; transformou pessoas e transformou a história.
Isso é indiscutível. Gostemos ou não d’Ele. Depois de sua passagem por aqui, o mundo nunca mais foi o mesmo.
E é exatamente aí que mora a grande diferença: depois de Jesus, o ideal é pregado cada vez mais, e vivido cada vez menos.
Então, neste Natal eu não te desejo paz, nem mais amor, nem a ceia perfeita, nem acreditar mais. Eu tenho uma provocação para você. Uma pergunta incômoda para um Natal autêntico:
Qual é o princípio, entre os tantos pregados, vividos e inspirados por Este homem, que, se eu começasse a viver hoje, mudaria tudo na minha vida (quiçá no meu entorno)?
No meio do barulho do papel de presente e da musiquinha melosa, entre em silêncio interno, faça esta pergunta a si mesmo(a) e responda com profunda honestidade.
Escolha um. Apenas um princípio. E faça dele seu projeto e seu foco para os próximos 365 dias. Não como mais uma resolução de Ano Novo, mas como compromisso de vida.
Mesmo que doa. Mesmo que você tenha que virar algumas mesas na sua própria vida. Até que as pessoas ao seu redor percebam a sua mudança pelos comportamentos, não pelo discurso.
É um trabalho desafiante, porque é mais fácil comprar um panetone e postar Feliz Natal.
Aqui, a filosofia encontra a mecânica. Esse processo de encarnação deliberada tem um nome na ciência da mente e do alto desempenho: modelagem.
A Programação Neurolinguística Sistêmica (PNL Sistêmica) opera sob um pressuposto fundamental:
Modelar alto desempenho leva à excelência
Se um ser humano foi capaz de viver um princípio até as últimas consequências, esse caminho pode ser estudado, compreendido e, conscientemente, recriado.
Na prática, se alguém realizou, você também pode realizar. Como? Quebrando a ilusão do talento inato.
Você observa não o que a pessoa atingiu, mas como ela pensa, que crenças sustenta, que padrões de ação repete. Você decodifica a estrutura interna da excelência para, então, reinstalá-la em si mesmo.
A diferença entre a admiração passiva e a encarnação está nessa escolha ativa de engenharia reversa da grandeza.
O mundo precisa de mais gente disposta a ser o exemplo que diz admirar.
Esse é o meu Natal. Esse é o meu desafio. Isso é o que desejo para você.
Se esse desafio fez sentido, e você sente que precisa de um mapa para mudar sua mentalidade, entrar em ação e aplicar o princípio, eu posso ajudar.
Clique aqui para acessar o formulário de interesse na minha mentoria e dar o próximo passo comigo.
Grande 4braço!
#TamerJunto




Modelar Jesus é bem sensacional. A dúvida é: sobre que parâmetros, pois entendo que há deturpações do Jesus mais difundido...
Mas, compreendo perfeitamente o que diz sobre modelagem. Já vi coisas incríveis em seus treinamentos.
"Não julgueis, para que não sejais julgados." (Mateus 7:1). Desde cedo ouvimos o ti-ti-ti na família, os colegas de trabalho falando mal do chefe, na escola fofoca-se sobre os colegas e professores, e até no ambiente religioso (ou seria 'principalmente'?) encontramos o julgamento. Julgamos as celebridades mesmo só conhecendo suas máscaras, julgamos tudo e todos o tempo todo. Julgamos a nós mesmos. Este é o meu desafio, não apenas para 2026, mas para todos os anos de minha vida terrena.