Reserva #002: geração de baixo valor
Pessoas sem tempo, sem conteúdo e sem propósito
Salve! Aqui é o Tamer.
A partir de agora, o nome deste espaço exclusivo é Reserva.
A mudança é simples e carregada de sentido: Reserva, como nos vinhos, remete à safra especial, ao lote guardado, ao melhor do vinhedo.
O conteúdo continua sendo o mesmo: textos que não cabem no fluxo semanal, reflexões mais livres e minha visão de mundo compartilhada com você.
O contexto
Na Carta #016 de Provocatória, prometi que, em breve, disponibilizaria o resumo de uma palestra que dei em 08 de outubro de 2014, sobre o tema Comunicação e Relacionamentos.
Pois bem: o breve chegou.
Antes de você ler o texto, duas observações:
Este material foi escrito há mais de dez anos. Li novamente com o cuidado de quem quer evitar o anacronismo. O resultado é que o texto poderia ter sido escrito ontem. As pessoas continuam sem tempo, sem conteúdo e sem propósito. Os relacionamentos continuam rasos. A fome de conhecimento continua rareando. O que mudou? A tecnologia avançou, e a espécie humana andou para trás.
Este texto é uma análise direta, sem filtro, do tipo de ser humano que a sociedade contemporânea vem produzindo ao longo das últimas décadas. Talvez isso cause em você algum incômodo, como causou a mim.
Você vai ler e pensar:
- Mas isso foi escrito em 2014 ou ontem?
Pois é. Em 2009, fui convidado para debater a ciberadição (vício digital) num programa de televisão. Naquela época, o assunto soava exótico. Hoje, é o pão nosso de cada dia.
Ainda em 2014, uma aluna me apresentou ao seu professor de literatura. Eu pensava em escrever um livro. Ele me disse que ninguém lia um livro com mais de 180 páginas e que, para ser lido, ele precisaria ser escrito por um copywriter para que o texto fosse amaciado e se tornasse palatável. E foi além: disse categoricamente que Jorge Amado não venderia mais livros naquela época, seria artigo de sebo.
Aquilo me marcou profundamente, porque era o diagnóstico de um especialista, acostumado com o mercado editorial, sobre o tipo de leitor que o brasileiro estava se tornando.
O problema é que uma visão empobrecida de mundo vem se repetindo ao longo dos anos e se fortalecendo como padrão das novas gerações, para a infelicidade geral da nação (e do mundo). E ninguém fez nada a respeito até agora. Todas as camadas da sociedade são, de alguma forma, conformadas e coniventes com o novo status quo.
Na minha avaliação pessoal, para reverter esse quadro levaremos pelo menos duas gerações. Estamos falando de 40 anos. Se as autoridades agirem rápido. E não me parece que elas estejam realmente preocupadas com isso.
A boa notícia é que você pode interromper o processo, a começar por você mesmo(a) e em seus filhos, caso se enxergue dentro dessa realidade.
Abaixo, o resumo escrito da palestra, para assinantes da Provocatória Reserva.
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