— Você tem um minuto para me dar uma única razão plausível para ter filhos. Em um minuto, te darei dez razões para não tê-los.
O ano era 2003.
Eu dava uma aula na Universidade Candido Mendes, Campus Centro.
Conversávamos sobre questões da vida. Eu tinha acabado de dizer que não queria ter filhos e lancei o desafio.
Um dos alunos me interrompeu em tom de indignação:
— Como assim, Tamer? Tá falando sério? Você está louco? Ter filhos é uma das melhores coisas da vida! Eu tenho três. Como é que você pode dizer uma coisa dessas?
Mais tarde, ele participaria da primeira turma do Metamorphosis — meu treinamento de inteligência emocional e autoliderança —, faria minha Formação em PNL Sistêmica e se tornaria um grande amigo.
— Sim, estou. Eu não quero ter filhos — respondi.
— Não consigo entender isso! Você só pode estar de brincadeira! — continuou, agora enfurecido e ruborizado.
— A minha opinião e o meu posicionamento mudam alguma coisa na sua vida? — perguntei, serenamente.
— Não. Nada — respondeu, surpreso e desarmado.
Ele se ajeitou na cadeira e começou a rir. Eu também.
Pouco mais de um ano depois, nasceu minha filha Duda. O berço foi presente dele.
Provocrônicas
Histórias reais e provocacionais acumuladas em quase 25 anos desenvolvendo pessoas.
Este caso complementa a Provocatória, Carta #033: o mundo não cabe todo na sua cabeça.
Circule
Conto com você para fazer este trabalho circular. Vivemos um momento de dispersão e superficialidade, por isso um acervo como este merece chegar a novas mentes e corações e ajudar ainda mais pessoas.
Por favor, compartilhe. Hoje, mais do que nunca, o que tem valor precisa encontrar caminho.




