Carta #028: quando a emoção tira você do jogo
O que a final entre Argentina e Espanha e o 7 a 1 entre Brasil e Alemanha ensinam sobre a capacidade de pensar e decidir sob pressão
Salve! Aqui é o Tamer.
Dezembro de 1997.
Eu trabalhava na comercialização do Plaza Shopping Niterói.
Num dia qualquer, por volta das 17h, motivado pela enorme repercussão de Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente, de Daniel Goleman, desci até a Livraria Siciliano, no 1º piso, loja 149, para comprar o livro.
Lembro-me perfeitamente da cena: de volta à minha sala, na administração, sentei-me diante da minha mesa e folheei o livro, cuja leitura começaria naquele mesmo dia.
Eu jamais poderia imaginar, nem nos meus devaneios mais longínquos, que pouco menos de sete anos depois, especificamente no dia 21 de maio de 2004, entraria no salão de convenções do Hotel Montanhês, em Miguel Pereira/RJ, junto com a Raquel e a minha equipe, para realizar a primeira edição do Metamorphosis®, meu treinamento de inteligência emocional e autoliderança.
A derrota
Quase vinte e nove anos depois de comprar aquele livro, assisti à final da Copa do Mundo de 2026 com os olhos de quem passou boa parte da vida estudando e treinando o comportamento humano, acompanhado da Raquel, da Duda, nossa filha, de alguns amigos e de um casal da minha equipe.
No dia 19 de julho, Espanha e Argentina não marcaram nenhum gol no tempo regulamentar. Na prorrogação, aos 106 minutos, Ferran Torres fez o gol que deu à Espanha o segundo título mundial.
Quando o árbitro encerrou a partida, a derrota produziu respostas diferentes dentro da seleção argentina.
Alguns jogadores se envolveram em confrontos que levaram a FIFA a abrir um procedimento disciplinar.
Encabeçada por Lionel Messi, a delegação adotou uma postura considerada antiesportiva ao se colocar de costas para a seleção campeã durante a entrega do prêmio de primeiro lugar.
A frustração argentina era compreensível.
Mas as emoções e sentimentos não podem (ou não deveriam) determinar a resposta comportamental do ser humano em nenhuma circunstância, seja qual for a explicação ou justificativa.
É no espaço entre aquilo que uma pessoa sente e como ela se comporta que a inteligência emocional decide o resultado.
Na Carta #027, examino as razões pelas quais tantos profissionais não conseguem entregar sequer o básico.
Entre elas, destaquei três condições que as empresas frequentemente confundem: a pessoa não sabe, não consegue ou não quer fazer o que precisa ser feito.
Agora, quero aprofundar a segunda condição e ampliá-la para além da dimensão profissional.
O que acontece quando alguém sabe exatamente o que precisa fazer, possui as habilidades e competências para isso e, ainda assim, perde o acesso aos próprios recursos no momento em que mais precisa deles?
A PNL Sistêmica, considerada a ciência da excelência, parte do seguinte princípio:
Não existem pessoas sem recursos, existem apenas estados sem recursos
Nosso maior desafio é, portanto, acessar os recursos internos, sejam mentais ou emocionais, nos contextos, nas circunstâncias e no momento em que eles são úteis.
O apagão
No dia 8 de julho de 2014, a Seleção Brasileira entrou no estádio do Mineirão para disputar com a Alemanha uma vaga na final daquela Copa do Mundo.
Aos 29 minutos do primeiro tempo, a Alemanha já vencia o Brasil por 5 a 0, com quatro gols marcados num intervalo de apenas seis minutos. Tempo suficiente para que um time pentacampeão, formado por alguns dos melhores jogadores do mundo, deixasse de funcionar como equipe e de responder adequadamente ao que acontecia em campo.
Evidentemente, o 7 a 1 não pode ser explicado por um único fator. Havia problemas técnicos, táticos, organizacionais e circunstanciais. Mas não se pode ignorar a fragilidade emocional daquele grupo e seus efeitos sistêmicos dentro de campo.
No dia seguinte ao maior vexame da história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, jogadores brasileiros reconheceram que o componente emocional havia pesado bastante.
Mais tarde, Regina Brandão, psicóloga da seleção, afirmou que aquele grupo reunia perfis individuais extraordinários, mas não conseguiu transformar a qualidade individual em desempenho coletivo eficaz.
Ao explicar o episódio, ela descreveu um estado em que os jogadores já não conseguiam raciocinar e pensar no que fazer. Segundo Regina, era como se a capacidade cognitiva tivesse sido bloqueada e o pânico assumisse o controle. Cada jogador tentou resolver a situação por conta própria e a desordem se retroalimentou a cada novo gol sofrido.
Claro, aqueles jogadores não desaprenderam a jogar futebol em seis minutos, mas perderam o acesso aos seus recursos mentais e técnicos, a partir do apagão emocional.
Essa diferença é fundamental para compreender os fundamentos da inteligência emocional.
O quociente emocional
Com o passar do tempo, inteligência emocional virou uma espécie de frase de efeito usada para explicar quase tudo e, por isso, é cada vez menos compreendida, se é que já foi algum dia.
A imensa maioria das pessoas ainda associa inteligência emocional à capacidade de manter a calma, falar baixo, evitar conflitos e suportar adversidades sem sequer alterar o semblante. Há, ainda, os que acreditam que significa não sentir nada, como se tivéssemos sangue de barata.
Essa imagem equivocada confunde regulação emocional com anestesia ou ausência de emoção.
Uma pessoa emocionalmente inteligente sente as mesmas coisas e pode senti-las com a mesma intensidade que um analfabeto emocional. Ela percebe o que está sentindo, sabe o que aquela emoção está produzindo no seu corpo e na sua atenção e consegue administrar essas informações assumindo o comando das suas escolhas e dos seus comportamentos.
O inteligente emocional é capaz de tomar decisões conscientes e agir eficazmente, com base no que quer, apesar daquilo que está sentindo.
Por isso, considero a expressão controle emocional conceitualmente equivocada, embora ela possa funcionar para fins didáticos.
Nenhum ser humano é capaz de decidir se sentirá ou não uma certa emoção, tampouco determinar como ou com que intensidade ela será experienciada. Mas podemos desenvolver o controle consciente das nossas ações, apesar daquilo que estamos sentindo.
Por que, Tamer?
Porque inteligência emocional significa colocar inteligência nas emoções.
Numa das formulações acadêmicas mais conhecidas, John Mayer, Peter Salovey e David Caruso tratam a inteligência emocional como um conjunto de capacidades relacionadas a perceber, utilizar, compreender e administrar emoções. Na prática, isso significa saber operar melhor a partir daquilo que está acontecendo dentro de você e ao seu redor.
A raiva pode anunciar que um determinado limite foi ultrapassado; o medo pode apontar para uma situação de risco; a intensidade da tristeza pode dimensionar o tamanho e a dor de uma perda; e a alegria pode aumentar os níveis de energia, confiança e disposição.
No entanto, nenhuma dessas emoções básicas ou suas derivações é, por si só, um problema. Elas se tornam perigosas quando sequestram a atenção e estreitam tanto o campo de percepção do sujeito que apenas uma única resposta parece possível.
Na Carta #014, mostro que a direção do foco interfere diretamente nos recursos que uma pessoa consegue acessar. Quando a atenção é sequestrada, parte das alternativas possíveis deixa de estar disponível no seu campo de percepção.
Portanto, não basta parecer uma pessoa equilibrada. Uma aparente calma pode esconder um sistema completamente desorganizado e em colapso.
Num experimento clássico sobre regulação emocional, o psicólogo James Gross encontrou uma diferença importante entre reinterpretar uma situação e simplesmente suprimir a expressão da emoção. Os participantes orientados a esconder o que sentiam conseguiram reduzir a manifestação externa, mas não diminuíram a experiência emocional negativa e ainda apresentaram maior ativação cardiovascular.
Por fora, controle; por dentro, o caos.
Inteligência emocional não significa controlar a aparência da emoção, mas manter disponíveis escolhas suficientes para agir e aumentar a qualidade das respostas frente aos acontecimentos.
A PNL Sistêmica parte de outro princípio básico:
É melhor ter escolhas do que não ter escolhas
O estado
Acima, eu disse que a PNL Sistêmica é conhecida como a ciência da excelência. Mas, nesse escopo, a excelência não se restringe à qualidade do desempenho humano. Ela começa no estado a partir do qual o sujeito percebe, pensa, sente, age e se comunica.
Estado é a forma como o sujeito funciona num determinado momento.
Em minhas formações de PNL Sistêmica, para fins didáticos, uso emoção como uma tradução simplificada de estado, porque nenhuma emoção acontece isoladamente. Ela participa de uma interação que envolve a representação interna, a programação ou modelo mental - que os cocôaches da internet chamam de mindset -, os pensamentos, a fisiologia, a linguagem verbal e não verbal e os padrões de comportamento.
A emoção, portanto, é uma das dimensões do estado, não o estado inteiro.
Por isso, uma pessoa não acessa os mesmos recursos em todos os estados.
Por exemplo: é perfeitamente possível dominar um assunto e não conseguir explicá-lo diante de uma plateia. Da mesma forma, é possível saber conduzir uma conversa assertivamente e perder a capacidade de escutar diante de um ataque gratuito. Também é possível ser capaz de tomar decisões com certa facilidade e ficar paralisado diante da possibilidade de errar. E, ainda, dominar uma determinada atividade e agir como se nunca a tivesse aprendido quando sob pressão.
O conhecimento continua ali, mas o percurso até ele foi temporariamente comprometido ou obstaculado pelo estado.
A inteligência emocional não elimina a emoção; ela impede que a emoção elimine suas escolhas.
Quando a pressão ultrapassa a capacidade que o sujeito tem de processá-la, ele pode continuar sabendo o que precisa fazer, mas tende a perder o acesso aos recursos necessários para fazê-lo.
Desenvolver inteligência emocional é ampliar o intervalo entre a emoção e o comportamento, recuperando a consciência, os recursos e as escolhas antes que seu estado decida por você.
Num estado sem recursos, a pessoa não enxerga necessariamente a melhor resposta; enxerga a resposta disponível e possível dentro do seu mapa de mundo, limitado pela emoção.
Na Carta #020, mostro que o significado atribuído a um acontecimento ativa um programa emocional e comportamental completo. O fato pode ser o mesmo, mas a interpretação altera o estado e, consequentemente, as respostas que permanecem disponíveis.
Um estudo de Sian Beilock e Thomas Carr sobre o fenômeno conhecido como choking under pressure mostrou que, diante de problemas matemáticos complexos, a pressão prejudicou os participantes com maior capacidade de memória de trabalho. Segundo os autores, ela consumiu parte dos recursos cognitivos dos quais essas pessoas dependiam para realizar melhor a tarefa. A competência perdeu espaço operacional para a ansiedade e a preocupação com o desempenho.
Em 2022, durante a cerimônia do Oscar, Will Smith subiu ao palco e deu um tapa no rosto de Chris Rock, depois de uma piada sobre sua esposa.
Para mim, o dado mais revelador daquele episódio veio à tona no dia seguinte. Smith se arrependeu, pediu desculpas diretamente ao apresentador e reconheceu que havia reagido emocionalmente.
Obviamente, o tapa foi um ato de extrema gravidade. Naquele e na imensa maioria dos casos, a violência física decorre da incapacidade de dominar as emoções e pensar claramente.
Mas o recorte que me interessa aqui é outro: o pedido de desculpas indica que ele não agiu de forma plenamente consciente. Sua resposta não foi resultado de uma escolha deliberada, mas de uma reação automática e inconsciente, orquestrada pelo seu estado emocional.
Havia várias respostas possíveis para Will Smith: manifestar verbalmente, ou pela fisionomia, seu descontentamento; manter silêncio absoluto; fazer piada com o fato; xingar Chris Rock ou se retirar com sua esposa imediatamente; incluindo agredi-lo fisicamente. Só para citar algumas.
Uma resposta emocionalmente inteligente não precisa ser branda, dócil ou politicamente correta. Ela pode ser dura, dramática e até extrema, mas deve ser consciente e acompanhada da disposição de arcar com todas as consequências.
Quando a emoção omite as alternativas e decide no lugar da pessoa, não se trata de ação, mas de reação.
Faço uma distinção importante que você também pode aplicar na sua vida:
Ação é o comportamento consciente, deliberado e escolhido entre as alternativas disponíveis;
Reação é a resposta automática e inconsciente produzida quando o estado emocional omite essas alternativas e decide no lugar da pessoa.
O contágio
Estados emocionais são estruturas de poder cujo impacto não se limita ao sujeito.
O corpo fala. Logo, sua postura, sua respiração, seu tom de voz, a qualidade da sua comunicação e suas decisões afetam sistemicamente o ambiente e interferem na forma como os outros percebem, interpretam e respondem ao seu comportamento, mesmo que ele tente dissimular ou esconder.
Em 2002, Sigal Barsade demonstrou experimentalmente o contágio emocional em grupos envolvidos numa tarefa de decisão gerencial. O estado introduzido por uma única pessoa afetou os demais integrantes e alterou a cooperação, o conflito e a percepção sobre o desempenho do grupo.
Foi o que apareceu de maneira evidente e incontestável no Mineirão. Depois do segundo gol, a desorientação e a desorganização deixaram de ser atributos individuais e atingiram o status de estado coletivo.
Cada tentativa individual de reverter o placar aumentava a ruptura do conjunto; a reação de um alimentava a reação do outro, e a equipe inteira passou a operar dentro do mesmo campo emocional.
A PNL Sistêmica chama esse efeito de mente do campo.
Isso também acontece em família, na sala de aula, nas organizações e em qualquer outro sistema humano.
Quem me conhece sabe que não trabalho com gente reativa. Em nenhum contexto, em nenhuma circunstância e sob nenhum pretexto ou justificativa.
Esse critério é adotado em absolutamente tudo o que faço, incluindo meus treinamentos e minhas mentorias.
De um tempo para cá, estabeleci que o primeiro contrato de mentoria tem duração de apenas três meses. Evidentemente, é um período muito curto para realizar qualquer trabalho sério e profundo de desenvolvimento pessoal, mas suficiente para que eu sinta o mentorado e ele se adapte à minha metodologia.
Equivale à fase do namoro, em que ambos avaliam se querem e se construíram as condições necessárias para continuar.
Quando, ao longo desses três meses, o mentorado manifesta um padrão insistente e engessado de reatividade, encerro a mentoria ao final do primeiro período.
Uma pessoa reativa costuma chegar com opiniões formadas e pouca disposição (ou nenhuma) para revê-las. Consequentemente, não consegue desenvolver a escuta ativa, receber feedback, questionar o próprio modelo de mundo e realizar a mudança de paradigma necessária.
Nessas condições, o trabalho emperra, se torna desgastante e, por vezes, inútil.
Nenhum processo de desenvolvimento humano consegue evoluir quando o sujeito utiliza todos os seus recursos para defender exatamente o modelo de mundo que o trouxe até o estado atual. Se quiser mudanças, ele precisará, por óbvio, aprender a questioná-lo.
Em contrapartida, quando o mentorado começa a vencer seu padrão de reatividade e demonstra abertura para trabalhar a si mesmo, renovamos a mentoria por novos períodos, que podem ser mais longos.
O mesmo se aplica ao Metamorphosis®, um treinamento de alto impacto, extremamente dinâmico.
Considerando o formato e a proposta do treinamento, nós, treinador e equipe, não podemos errar, sob o risco de comprometer definitivamente o resultado dos treinandos.
Uma palavra fora de lugar, uma abordagem ou intervenção realizada num estado sem recursos pode produzir um efeito que nenhuma ação ou explicação posterior será capaz de desfazer ou contornar.
Uma pessoa reativa está fora do controle emocional e, portanto, fora do controle de si mesma.
Sem acesso aos próprios recursos mentais e emocionais, pode interpretar mal o que está acontecendo, agir impulsivamente e interferir de forma inadequada no processo de um aluno.
Por essa razão, quem trabalha comigo precisa ser ativo ou proativo, nunca reativo.
Dentro do salão de treinamentos, autoliderança e autogestão são condições indispensáveis para fazer parte da minha equipe.
O treinamento
O livro de Goleman foi lançado no Brasil em 1995 e tornou-se um best-seller.
Sua tese central é a seguinte: um QI elevado não garante o sucesso de uma pessoa; o QE aumenta muito suas possibilidades.
O QI sofre forte influência de predisposições biológicas e hereditárias. Isso não o torna absolutamente imutável, mas significa que não temos sobre ele o mesmo grau de intervenção deliberada que podemos exercer sobre nossas competências emocionais.
Em contrapartida, inteligência emocional é uma escolha. Ninguém nasce sabendo. Como qualquer outra habilidade interpessoal - soft skill para os cocôaches da internet -, precisa ser aprendida e, sobretudo, desenvolvida.
E não se desenvolve apenas pela compreensão intelectual do conceito. Ela precisa ser treinada nas situações comuns do dia a dia, reconhecendo e acessando estados, identificando padrões, interrompendo as reações automáticas, testando novas respostas e transformando essa consciência em comportamento.
É assim que a inteligência emocional deixa de ser conceito e vira realidade.
Estados de recursos não são criados do nada; o sujeito sempre recorre àqueles que desenvolveu e aprendeu a acessar no momento em que necessita deles.
De novo, o teste de QE não é a ausência ou a intensidade da sua emoção, é sua capacidade de escolher e decidir adequadamente enquanto ela pulsa com toda a força, intensidade e potência dentro de você.
Na Carta #010, mostro que um processo completo de desenvolvimento pessoal implica não apenas reconhecer os próprios estados e compreender como eles interferem nas nossas escolhas, mas, fundamentalmente, desenvolver a capacidade de transformar essa compreensão em resultados práticos em todas as áreas da vida.
Foi para desenvolver essas capacidades na prática que criei o Metamorphosis®, meu treinamento de inteligência emocional e autoliderança.
Ao longo de sua história, realizamos 122 turmas voltadas ao desenvolvimento dos recursos necessários para administrar emoções, liderar a si mesmo e tomar melhores decisões nos contextos pessoais e profissionais.
As edições são esporádicas. A última aconteceu em abril de 2025.
A próxima turma será realizada de 18 a 20 de setembro de 2026.
Para receber o portfólio completo e conversar com minha equipe sobre sua participação ou a de profissionais da sua empresa, clique aqui e fale conosco pelo WhatsApp.
Você também receberá acesso ao site e a todas as informações sobre a edição de setembro.
Será um prazer receber você e sua equipe na próxima turma.
Grande 4braço
#TamerJunto
Complementos
Esta carta tem três complementos:
Provocrônica, que você receberá diretamente no seu e-mail, na próxima terça-feira, às 7h59;
Provotalks, um novo viés em áudio, disponível na plataforma de sua preferência na próxima quinta-feira, às 7h59;
#DicaDoTamer, uma dica explicada para aplicação imediata, disponível nas Notas do Substack na próxima sexta-feira, às 12h59.
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